Apresentação
“Lixo Zero: uma realidade possível?”
A sanção da Política Nacional de Resíduos estabeleceu um novo marco regulatório para disciplinar a gestão de resíduos sólidos no Brasil. Entretanto, para que os avanços previstos pela Lei se concretizem, faz-se necessária a mobilização da sociedade e uma atuação efetiva por parte do poder público. Não só o cidadão tem fundamental importância neste momento, como também as empresas e instituições às quais foram atribuídas novas responsabilidade para com seus produtos, embalagens e resíduos gerados.
Mais do que fazer a gestão do que se comumente convencionou denominar “lixo”, a Política Nacional de Resíduos Sólidos tem por foco a otimização de recursos e a preservação das reservas naturais. Do seu texto decorre a obrigatoriedade de adoção de uma ordem de prioridades de ações na gestão e no gerenciamento dos resíduos sólidos, com indicativo claro de que a sociedade deve rumar a uma nova sistemática em que a ótica aplicada não é mais a de cuidar de resolver o problema do descarte e do desperdício, mas sim enfrentar essa questão a partir de um ponto bastante anterior.
A proposta do “Lixo Zero”, já adotada em diversas cidades do mundo, visa buscar não apenas a reutilização e a reciclagem, mas também a prevenção na geração de resíduos por meio de novas práticas e novas tecnologias que, quando integradas em um processo, podem viabilizar caminhos inovadores para prevenir e reduzir os resíduos gerados no processo produtivo e no dia a dia nos domicílios. No ciclo produtivo, a estratégia é, além da proteção ao meio ambiente, reduzir custos e gerar novos postos de trabalho, onde os resíduos são convertidos em insumos que agregam valor para outras indústrias e processos. Nas cidades, esse papel passará a ser desempenhado pelos cidadãos no momento do consumo, na decisão de compra, nos conceitos aplicados dentro de casa, adotando a reutilização, sempre que possível, e a separação em todos os casos e quando do descarte, garantindo que os materiais tenham uma destinação adequada, que não afete o meio ambiente e nem prejudique sua qualidade de vida em comunidade.
Diante de todas essas mudanças, a imprensa assume papel fundamental na descoberta e disseminação de novos conceitos para o aprimoramento de toda a cadeia da gestão de resíduos. Por esse motivo, a ABRELPE propõe como tema da 16ª edição do Prêmio ABRELPE de Reportagem “Lixo Zero: uma realidade possível?” com o intuito provocar o debate em torno das responsabilidades tanto do poder público como da sociedade e da classe empresarial nesta nova visão sobre a geração, o gerenciamento e a destinação dos resíduos sólidos.
Comissão Julgadora
O processo de avaliação das matérias inscritas visa equidade e transparência do Prêmio. Para isso, o Comitê Organizador do concurso conta com a participação de um Consultor Técnico que analisa o material inscrito considerando os critérios estabelecidos no regulamento para a classificação das matérias. As reportagens pré-classificadas são encaminhadas ao corpo de jurados, identificados apenas após a divulgação dos resultados, visando maior credibilidade, objetividade e imparcialidade no julgamento dos trabalhos.
Conheça os jurados que participaram das últimas edições
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Carlos Nascimento |
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Carlos Tramontina |
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Celso Freitas |
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Celso Unzelte |
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Eduardo Ribeiro |
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Fátima Turci |
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Flávia Lippi |
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Heródoto Barbeiro |
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Igor Ribeiro |
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José Paulo de Andrade |
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Kristina Michahelles |
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Mônica Rugai Bastos |
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Renata Vasconcelos |
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Rodolpho Gamberini |
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Sidney Rezende |
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Conheça os vencedores da 16ª edição do Prêmio Abrelpe. |